The Jordans. Um dos maiores grupos de rock
instrumental do início da década de 1960, na linha dos ingleses Shadows e
dos norte-americanos Ventures. 0 que distinguia os Jordans de outros
grupos brasileiros na mesma linha, como Os Incríveis e The Jet Black's, era o uso de instrumentos pouco comuns no pop-rock instrumental, como vibrafone, bandolim e três guitarras elétricas.
O grupo se formou em São
Paulo SP, no bairro da Mooca, em janeiro de 1956, com Aladdin (Romeu
Mantovani Sobrinho, São Paulo 1941-), guitarra-solo; Sinval (Olímpio
Sinval Drago, Jaú SP 1942-), guitarra-base; Tony (José de Andrade, São
Paulo 1944.-), contrabaixo; Foguinho (Valdemar Botelho Júnior), bateria;
e Irupê (Irupê Teixeira Rodrigues), saxofone e trompete.
Tiraram seu nome do
grupo vocal The Jordanaires, que participava das gravações de Elvis
Presley. Apareceram na televisão pela primeira vez em 1958, num programa
comandado por Tony e Celly Campello,
na Record. A primeira gravação do grupo foi um 78 rpm pela Espaciall
Mocambo, o instrumental Boudah (G. Dovan e B. Drean), no início de 1961.
O grupo lançou Manito (tocando bateria enquanto Foguinho servia o
exército) e Mingo, que depois formaram o conjunto The Clevers. Mais
tarde, o trompetista Neno, também do The Clevers, passou a fazer parte
do grupo.
Contratado pela Copacabana em 1961, o conjunto gravou vários 78 rpm, LPs e compactos. Seus sucessos incluem: Blue star (Victor Young), em 1964, e Tema de Lara
(Maurìce Jarre), em 1966. Aladdin saiu em fins de 1968 e o grupo se
dissolveu pouco tempo depois. Irupê transferiu-se para o grupo de samba
Raça Negra, como saxofonista e arranjador.
Em 1995, com Aladdin, Sinval, Tony, Foguinho e, eventualmente, Manito, o conjunto gravou um disco de reunião, Bons tempos.
Ainda ativo na segunda metade da década de 1990, foi citado em revistas
francesas e inglesas como um dos remanescentes latino-americanos do pop
instrumental dos anos de 1960.